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sábado, 30 de agosto de 2008

Dúvidas

Talvez seja normal as coisas começarem a ficar mais tranquilas. Ele tem trabalhado muito, fica cansado o fim de semana inteiro. E acabam fazendo programinhas mais tranquilos. 

Não que isso seja um grande problema. Mas as vezes parece. 

Ela não quer correr o risco que tudo caia na rotina e eles deixem de ficar bem.

Muitas coisas passam pela sua cabeça por causa disso. Medos e angustias. Ela não quer que nada atrapalhe eles. 

Nada.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Férias / formatura / outro começo

Nada mais natural que ele ir visitar o pai dele, no dia dos pais. Ela está se acostumando a não tê-lo por perto em datas familiares.


Após mais um final de semana sozinha e carente ele ressurge. Diferentemente do normal, eles se encontram durante a semana. Ele passa um dia inteiro com ela. Foi, sim, um sonho. Bom sonho, um dos melhores. Nessa mesma semana, ela percebe o carinho que ele tem por ela. Em sua formatura o primeiro a chegar é ele.

Apesar de todos os seus problemas com horário, ele é o primeiro a chegar. Isso a faz tão feliz. Bobagens que a fazem se sentir muito especial. O dia foi ótimo. Familiares, amigos importantes e ele. Nada mais a pedir.


Mesmo com tão pouco tempo de conclusão da graduação ela não consegue ficar parada. Tem que (re)começar logo, resolve começar a fazer uma pós-graduação. Ele a apoia sempre. Serão mais horas ocupadas, mais tempo longe dele. Mas será muito importante, profissionalmente, seu apoio faz ela pensar tantas coisas boas. Sabe que ele é especial, muito especial.

Um detalhe faz a grande diferença neste final de semana. Ele faz um pequeno comentário que se torna muito grande para ela. “Daqui a um ano, um ano e meio, quando tivermos certeza um do outro, podemos fazer algo juntos”. Fofo, não?! Se não fosse seguido do “A gente pode viver junto pra sempre e nunca casar”. Que contraditório e que banho de água fria nos seus sonhos. No momento, nada foi dito. Mas tinha que ser. Só que ela não consegue falar, gosta de escrever e escreve:

"Bom, começando....

Não sou bem como pareço ser. E tenho sido um pouco diferente com você.
Sempre fui altamente possessiva, ciumenta e insegura. O que me fazia ter atitudes horríveis.
Quando conheci você, não queria gostar de ninguém. E ouvindo você falar de liberdade e confiança. Fiquei pensando - "Seria incrível conseguir ser assim".

Quando começamos a sair com frequência e comecei a achar que íamos ficar juntos vi que seria um grande desafio ser diferente de tudo que tinha sido.

Apesar disso, durante um bom tempo não estava levando as coisas à "sério". Não que não estivesse gostando, estava sim, e estou cada vez mais. Mas estava vivendo sobre a sua filosofia de viver o hoje. Só que eu não sou assim, faço diversos planos para o futuro. Mas não falo muitos deles porque não quero te assustar.

E não me importo de ter planos que talvez não se realizem. A vida é assim. Hoje, fico muito feliz de alguns dos meus planos não terem dado certo. Com certeza a não realização de alguns deles me trouxe ao meu presente. E estou adorando cada coisa que estou vivendo hoje.

Sabe, quando você diz: no natal não vou estar aqui, se passarmos carnaval juntos, quando fizermos um ano podemos comemorar em tal lugar (só para citar os exemplos que lembro); eu fico contente. Isso me mostra que a gente está bem e que apesar de você viver o presente, pensa um pouquinho na frente. E algumas vezes me incluindo na sua vida. Isso faz com que eu não sinta os meus planos idiotas.

Por exemplo, eu não consigo me imaginar longe de você muito tempo. Isso não é um plano, nem costume ou coisa do tipo. Só não consigo me imaginar longe porque eu AMO você. Me sinto muito bem ao seu lado, mesmo quando não estou fazendo nada, ou queria estar fazendo alguma coisa (como, por exemplo, no domingo, eu queria ter ido no churrasco).

Quando no domingo você  falou do restaurante, eu achei fofo. Não achei que estava com segundas intenções, só achei que pensa em algo em relação a nós. Só  que logo depois vc disse "a gente pode viver uma vida inteira juntos e não casar". Isso também é verdade. Só que como menina (as vezes, um pouco diferente das demais, mas não totalmente) eu quero, quem sabe um dia, bem distante, casar sim. Mas eu não penso nisso hoje. Nem quero isso hoje.

Não vou mentir que volta e meia você me dá uns banhos de água fria em alguns assuntos, sonhos ou planos. Mas é natural. Ambos somos muito novos. Não é coisa para se pensar de verdade. São como o nome diz sonhos! Sonhos não necessariamente se realizam.

Bom, acho que é basicamente isso. Acho que vou passar a falar o que penso de verdade a respeito desses assuntos quando você comentar. Assim, não vou precisar ficar me re-explicando.

E só queria dizer que: essas minhas atitudes e tentativas de não pensar ou não dizer certas coisas eram resquícios de minha experiência ruim. Mas você tem sido tão importante que certas coisas tem mudado. Tenho passado a acreditar nas pessoas de novo. E a ter planos bons: viver bons momentos com você, conhecer lugares com você, me divertir com você, fazer nada com você.... Coisas boas... o que vier é conseqüência, e sei que independente do que sejam será o melhor pra nós dois.

Mas só pra te assustar um pouco.

Se os nossos momentos SEMPRE forem assim, bons como são, eu ia ADORAR ficar para SEMPRE com você. Eu ia AMAR viver com você todos os dias (CASAR) com você. E ter esses planos para dois que você faz de vezes enquando.

Planos, sonhos... que só  o tempo dirá se serão ou não apenas sonhos.
Beijos, :)"

Nada de muito profundo foi comentado a partir desse email. Mas pelo menos ele agora sabe o que ela sente em relação a ele e o que pensa em relação a eles.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Novamente ele se vai

A liberdade dele sempre foi uma coisa que ela almejará. Acha um máximo o fato dele ter tanta certeza das coisas de sua vida que não se preocupa com o fato de passar alguns dias longe sem grandes preocupações. Ele parece de fato confiar nela. Confiar no sentimento que ambos estão construindo. Ela adora todos os momentos ao seu lado. Mas sente muito cada momento distante.

Esta foi uma semana destas. Ela sabia que após esse fim de semana seriam dias sem se ver. No fundo, esperava que ele tomasse a iniciativa de vê-la durante a semana antes de partir, mas sabe que a vida dele é bastante agitada e talvez isso não aconteça. Por isso, resolveu-lhe dar todo o carinho do mundo nesse fim de semana juntos. Como todos os outros finais de semana, este foi bom. 

A semana se passou, ele realmente não procurou vê-la. Ela tentou ocupar seu tempo e não se sentir menosprezada, mas se sentiu um pouco deixada de lado. Mas no fundo, racionalmente, entende. Deve ser mesmo complicado ficar longe de alguém que se gosta, como familiares importantes.

O final de semana foi muito programado. Várias saídas. Planos para que a mente e o coração não se entristecesse com a sua ausência. Mas, no fundo, ela não queria aquelas saídas de solteira. Então, resolveu fazer o que desejava. Foi no aniversário de sua amiga. Comeu, bebeu e conversou. Não foi a boate. Ficou em casa com um Dvd e mais feliz do que naquele lugar chato, com certeza. O domingo dos pais foi ótimo. Churrasquinho amigos e família. Seu grande desejo era que ele estivesse ali, com ela. Mas isso será quase impossível sempre. Ela já tem essa consciência.

domingo, 20 de julho de 2008

O primeiro desentendimento


Ela sempre achou que esse seria o grande problema entre eles. Ela altamente pontual, ele da maneira dele. Em algum momento, essas características tão diferentes iriam se chocar. Até este momento, ela sempre relevou esperar. Nunca havia se importado muito, mas hoje era sexta-feira. Ela trabalharia no dia seguinte e queria aproveitar um pouco.

Cada um tem os seus motivos, mas hoje lhe faltava paciência. Talvez porque ainda estivesse um pouco triste com os pensamentos que estava tendo. Ela precisava, sim, ser lembrada sempre o quanto era especial na vida dele. Mas não podia cobrar, ela não repetia isso com tanta frequência.
Queria desistir de vê-lo aquele dia, mas já  era tarde. Não havia como desistir, apesar disso ela já tinha prejudicado o dia sem o saber. Ele odiou ela ter mudado de idéia de sair, ela odiou ele se achar na razão. Ele disse, ela não. Ele disse o que pensava, ela não disse nada. Ela não sabia o que dizer, não queria brigar. Essas coisas começam assim: um desentendimento. E, logo, depois o fim. E ela realmente não quer o fim nem momentos ruins.

Ele disse o que queria, e disse que sentia saudade dela. Ela sorriu e tentou esquecer que tinha se chateado. A noite passou e eles ficaram bem. O dia seguinte veio. Ela foi “trabalhar”. E depois uma tarde com ele. Finalmente, foi ao AnimaMundi com ele. Duas sessões seguidas e muito sono. Ao fim da noite de sábado e muito sono, seu corpo pedia apenas uma cama e eles dois. 

No entanto, ao ver seus amigos saindo algo de estranho ela sentiu. Queria sair também. Queria aproveitar o sábado a noite como sempre fez com os seus amigos. A vontade transpareceu em seus olhos, mas ele disse que não desejava ir, contudo iria se ela quisesse. Acabaram não indo, ela com uma sensação estranha no peito.

Talvez dúvidas: será que as coisas serão como antes?!, Será que ele já está se acomodando. Calma, pensava ela. Esta é a primeira vez que vocês param em 3 meses de convivência. Não é acomodação, é cansaço. Todos precisam descansar. Mas aí, ela solta a fatídica pergunta: você está feliz? 

Será que a pergunta era pra ele, ou pra ela mesma?! Parece que ela nunca está satisfeita. Sozinha quer alguém, tem alguém quer a vida de solteira. Mas ela sabe o que quer. Quer sim ficar com ele, ela está feliz. Só com um pouquinho de vontade de aproveitar os amigos de novo. Mas isso acontecerá. Logo, ela espera.

A pergunta feita a ele trouxe alguns impactos. Ele parece ter ficado preocupado. Pareceu querer demonstrar a ela que, sim, está feliz. Eles tiveram uma conversa profunda e, finalmente, ela disse que tinha medo do jeito nômade dele. Dele ir embora a qualquer momento. E, nesse momento, ouviu o que mais gostou. 

Sim, ambos são muito novos. Não tem idade pra pensar em nada juntos de verdade. E ele, pensa assim. Mas as vezes parece fazer pequenos planos que são silenciados, mas evidenciados em algumas perguntas e brincadeiras. Em suas frases: comprar isso pra nossa casa, quando a gente casar, você vai ficar comigo, você pretende morar sempre no rio?

Todas mostram pequenos pensamentos, que ela não quer perceber. Já ouviu essa história uma vez. Não quer esperar coisas e não acontecer. Não quer fazer planos e não dar certo. Está feliz hoje e isso é o suficiente. O amanhã será bom do jeito que for. E no fundo, há uma pontinha de pensamento que deseja que seja com ele. Mas isso só o tempo dirá.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

O aniversário dela

Não há como explicar, mas diariamente ela sente sua falta. Cada dia mais próximo da sexta-feira, mais saudade dele ela sente. Sua vontade era fazer uma surpresa e ir atrás dele sem avisar. Ligar para dizer um simples "eu te amo". Mas seus medos ainda a travam.

Apesar disso, essa semana foi muito ruim. Sentiu muito a sua falta e  sentiu-se abandonada pelo mundo. Seus amigos não pareciam amigos de verdade. Todos pareciam a estar trocando por outras coisas. Ela se sentia a pior das pessoas, mas não queria pedir ajuda. Precisava lidar com seus sentimentos. E, para ela, era humilhante demais dizer tudo que estava sentindo...

Talvez tenha sido o que chamam de inferno astral, que teoricamente se sente nos dias anteriores ao seu aniversário. O dia chegou. Foi muito bem comemorado.

Uma reunião entre amigos em casa e um momento que ela queria muito. Não sabia se conseguiria falar tudo que desejava, mas ia tentar. Tentou... Tremeu.. E falou... falou quase tudo que desejava. Queria muito ter falado dele. Queria dizer em público que ele era importante e também fazia parte de todo esse bom momento que ela estava vivendo. Houve uma vontade do primeiro pedaço de bolo ser pra ele, mas esse ano seu irmão merecia, e merecia muito.


Dia seguinte: mais uma comemoração. Muitas pizzas, muitas e até demais. Mas o sábado seria um pouquinho diferente. Um pouquinho distante. Ele iria trabalhar passar o dia inteiro longe dela. Foi estranho, mas bom. Demonstra a independência de suas vidas. Eles não precisam estar 100% do tempo grudados porque os momentos juntos são os mais importantes.

E o incrível aconteceu. Acordar as 9h da manhã parecia inimaginavel para ela. Mas ele assim o quis e eles tiveram um excelente domingo. Um passeio pelo seu lugar preferido, dessa vez com a luz do sol. Logo depois ela foi encontrar umas amigas. E voltar para ele: o melhor momento do dia.

Sua vida está realmente mudando. Ela não queria ir para esse encontro com suas amigas, não se sentia a vontade com certas coisas. Mas nesse dia queria muito ter a coragem de resolver tudo. E foi o que fez. Coisas foram ditas, problemas resolvidos e o clima ficou o melhor possível.

Daqui para frente com certeza só momentos bons.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Momentos entre amigos


Incrível como as coisas mudam. Em alguns momentos ela se pega pensando em como tudo está tão bom. Nem parece real. Além de gostar muito dele, ele é muito sociável. E cada vez se torna mais querido pelas pessoas próximas. Parece que finalmente ela fez a escolha certa e está feliz. 
Quase que diariamente ela pensa como tudo poderia ainda estar diferente senão fosse a sua decisão banal de conhecê-lo ou não, se deixar levar por seus sentimentos mesmo morrendo de medo. 


Neste fim de semana, ela pode realmente ver como tudo está mais que perfeito. Ela, ele, seus amigos. Tudo mais que perfeito. Apesar disso o medo ressurgiu com força. Ele, depois de beber um pouco demais, resolveu desabafar. Falou do seu passado e, novamente, ela sentiu que as coisas não estavam bem definidas para ele. Parecia haver um arrependimento em relação a tudo que houve em sua vida.

Contudo, ela entende, ou pelo menos tenta. Ela namorou 4 anos. Levou muito tempo pra superar. Superou, mas aquele sentimento de primeiro namorado nunca some. 

Mas apesar desses pequenos detalhes os dias especiais sãos empre especiais ao seu lado.

Houve também seu primeiro estresse ao seu lado. Muito bem contornado. Mas o primeiro... Foi até engraçado vê-lo levemente chateado porque ela não fez exatamente o que disse fazer: afinal, perto e longe são distâncias que dependem de um referencial.

sábado, 28 de junho de 2008

O primeiro mês


As vezes esse espaço de uma semana distante parece tão longo, mas tão importante para os dois. São os seus momentos. É obvio que ela como sempre morre de medo de tudo que pode ocorrer nesse período. Alguém mais especial surgir, coisas novas serem mais interessantes ou mesmo ela se tornar desinteressante.

Mas essa semana nada disso passou pela sua cabeça. Só contava os dias para sexta-feira. Afinal, ela iria passar muito tempo ao seu lado. Conhecer o local onde ele cresceu e as pessoas importantes da sua vida. Além disso, neste final de semana, eles fariam oficialmente 1 mês de namoro. No fundo, ela sabe que ele não considera apenas 1 mês, e ela adora isso. Sente-se especial desde o primeiro dia. Mas oficialmente está é a data. 

Passam o fim de semana juntissimos, apesar de seus medos de estar grudando demais, ela ama cada momento... Queria que fosse sempre assim, mas ela sabe que não será sempre assim. Por isso, decide aproveitar cada segundo. Se divertem muito. Ela vai numa festa junina de verdade! Come e bebe coisas de festa junina de verdade. Conhece a mãe dele e entende porque ele é tão especial. Uma boa relação como aquela só poderia formar uma boa pessoa como ele.



O final de semana acaba. E mais uma vez a semana se passará.